Presidente do G100 e do Comitê Brasileiro da FIL /IDF destaca a importância das cooperativas de leite no dia Internacional do Cooperativismo

João Marques

No primeiro sábado de julho mais de 100 países celebram o dia internacional do cooperativismo.

 

Neste dia 03 de julho, João Marques presidente da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, do G100 (Associação Brasileiras das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) e do Comitê Brasileiro da Fil /IDF (Federação Internacional do Leite) destaca a importância do cooperativismo para o setor lácteo e para a economia de forma geral. Confira a entrevista que ele concedeu com exclusividade para o Terra Viva. 

Terra Viva: Presidente, qual a sua relação com o cooperativismo?

João Marques: Eu costumo dizer que eu já nasci cooperado. Venho de uma família oriunda do cooperativismo. O meu pai, Waldemar Marques, foi o cooperado mais antigo interruptamente da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce. Dentro do meu lar os valores cooperativistas sempre estiveram presentes e são vividos intensamente. Eu me tornei cooperado em 1997 e desde então atuo em lideranças do setor lácteo. Hoje ser o presidente da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce e do G100 me enche de orgulho, pois ser o responsável por representar os interesses da classe produtores junto a entidades fortes e idôneas como estas é uma responsabilidade enorme que me enche de orgulho cumpri-la.

TVV: Qual a importância do modelo de cooperativa para o setor lácteo?

JM: O modelo cooperativista se encaixa em todos os modelos de negócio, visto que, a sua base é a colaboração. Todos juntos trabalham em prol do desenvolvimento comum! E no setor lácteo não é diferente. A modalidade cooperativista se destaca neste setor porque ela promove o desenvolvimento do produtor no campo através do 5º princípio cooperativista: educação, formação e informação potencializando a produção leiteira promovendo qualidade de vida no campo para ele e sua família.

TVV: E qual a importância das cooperativas para o G100?

JM: As cooperativas agropecuárias e agroindustriais têm papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio do Brasil. Visto que, possuem uma ampla atuação no mercado e na produção de alimentos, principalmente o leite. A atuação delas junto ao G100 possibilitam uma comunicação franca e fluida sobre as limitações impostas pelas legislações tributária, fiscal, e de produção o que oportuniza as lideranças do G100 manifestarem as dificuldades enfrentadas pelas indústrias. Além disso, fazer parte da FIL/IDF instituição extremamente importante para o alimento junto ao mercado nacional e internacional.

TVV: Na sua opinião, quais as vantagens do cooperativismo?

JM: Os benefícios de fazer parte de uma organização cooperativista são inúmeros. Esse modelo visa o desenvolvimento econômico simultâneo com o desenvolvimento social, ou seja, ninguém fica para trás, todos crescem juntos! Sem contar nos subsídios oferecidos pelas cooperativas para o desenvolvimento da atividade, promoção de educação continuada por meio de cursos, workshops, treinamentos, assistências técnicas, entre outros. Sem contar o apoio oferecidos pelos amigos cooperativistas acabamos construindo uma grande família onde todos têm o mesmo objetivo: produzir mais e melhor através da união!

TVV: E o que precisa ser melhorado no modelo?

JM: Uma das principais dificuldades hoje em qualquer negócio é a sucessão, e nas cooperativas não é diferente! Então precisamos intensificar cada vez mais a inclusão de jovens cooperativistas nos cargos de liderança. Visto que para dirigir uma cooperativa é necessário entender de gestão, administração, mas acima de tudo, entender de pessoas que são a razão de ser de qualquer sociedade.

O Portal Terra Viva corrobora com a opinião do nosso entrevistado, e aproveita a oportunidade para  parabenizar e agradecer  a todas as cooperativas e cooperados do setor lácteo pelo  grande, importante e competente trabalho que vem desenvolvendo para levar alimentos nutritivos, seguros e deliciosos para as mesas dos brasileiros!