COMUNICADO G100 Nº 78/2014, 29 DE AGOSTO DE 2014.
Ref.: Tripanossomíase.
Ontem, 28/08, a Cooperativa Central Mineira de Laticínios – Cemil solicitou ao G100 que divulgassem na forma de alerta, para todo o Setor Leiteiro o seu comunicado. Solicitou, ainda, gestões junto ao Ministério da Agricultura informando sobre o surto da doença provocada pelo “ tryponossoma vivax” em Minas Gerais.
Divulgamos o fato ontem no clipper da terraviva.com.br, o Selectus, juntamente com matéria divulgada em jornais de Minas Gerais, onde o IMA- Instituto Mineiro de Agropecuária divulga informações sobre a doença no Estado.
Ainda ontem, o G100 procurou na Secretária de Defesa Agropecuária o Departamento de Saúde Animal a sua Divisão de Epidemiologia, conversou com o seu Coordenador Dr. Ronaldo Carneiro Teixeira que informou ter conhecimento do fato que está acontecendo em Minas Gerais a respeito da doença. Segundo ele, na próxima semana o departamento fará um esclarecimento público sobre o assunto. Todavia, adiantou “que não se trata de um surto. A doença já existe há muitos anos no Brasil, em muitos estados. Acontece que com uma prática agropecuária de injetar oxitocina diretamente na mamaria das vacas leiteiras, para o animal descer o leite, sobretudo em rebanhos mestiços e não fazer a trocas de seringas, o produtor acaba provocando a disseminação dessa doença e de tantas outras doenças, até mais graves, por exemplo: Tuberculose; brucelose, leucoses, entre outras.”
A tripanossomíase não tem cura, o remédio é importado, mesmo assim, apenas não deixa o animal morrer. Portanto, a única forma de não disseminar a doença é segregar, retirando o animal contaminado da prática de ordenha mecânica com injeção de oxitocina, mas restaria ainda o problema da disseminação de outras doenças. Trocar as seringas seria outra alternativa.
Endente-se, portanto, que a prática utilizada pelo produtor, sobretudo, de rebanhos mestiços, é irresponsável e precisa ser combatida com muita urgência visto que essa doença e tantas outras podem ser transmitidas mais rapidamente do que por meio de mosquitos. Os mosquitos atacam a periferia, a pele, do animal e podem transmitir, porém infinitamente mais lentamente, visto que picando a superfície do animal, ainda pode lhe dar meios de se defender. Mas ao fazer injetar diretamente na veia mamária, puxando o sangue do animal e o misturando com a oxitocina e reinjetando-o, conforme é a pratica, certamente as defesas do animal serão vencidas com maior facilidade e rapidez e ainda não trocando a seringa vai transmitir aos animais sadios.
Antigamente o produtor de leite com rebanhos mestiços, usava treinar o animal naturalmente para ele ser ordenhado em ordenhadeiras mecânicas, adaptando-o devagar, e essa é a forma correta de manejo. Hoje, alguns produtores alegam que é impossível porque o trabalho seria enorme e existe cada vez mais dificuldades com mão de obra, o produtor segue procurando suas soluções mais econômicas, rápidas e eficazes para que esses animais desçam o leite. Oxitocina na veia do animal o faz o animal descer totalmente o leite, imediatamente, dessa forma o produtor não vê como mudar essa atitude. Mudar a agulha e seringa na ordenha é um custo alto. Resta mesmo é continuar a pratica atual? Acelerando a transmissão de todas as doenças infeciosas pelos rebanhos afora? Proibir o uso de oxitocina não tem como, visto que se trata de um medicamento importante para o manejo pós parto.
Caso não haja atitudes mais firme das entidades de classe e do governo para acabar com essa prática, sem dúvida, o futuro já pode se considerar muito menos promissor para a pecuária leiteira nacional. As entidades de classe dos produtores deveriam iniciar campanhas imediatamente, as Cooperativas e os Laticínios precisam intensificar suas assistências técnicas para combater essa prática, inescrupulosa e imediatista do produtor que a pratica.
Outro fato, derivado dessa pratica, é que o animal que recebe todos os dias oxitocina na veia mamaria não produzirá nunca mais o leite sem oxitocina, vai ficar viciado.
Conclusão: é esse o progresso que o produtor deseja para a sua atividade? Parece que ser mais um suicídio da classe, um tiro no pé !!!
Atenciosamente,
Wilson Massote Primo
Diretor Executivo do G100
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